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O papel do jornalismo sem papel

O papel do jornalismo sem papel

Por
Carlos Monforte
Editora
Matrix
Formatos
Onde encontrar
Sinopse

Como será o papel do Jornalismo sem papel, aberto, virtual, 
sem lenço nem documento? O mar de informações 
em que ele navega já é imenso. Muito diferente das 
tripas de telex que desaguavam nas redações do século 
XX e que já deixavam atordoados os editores, aqueles 
que escolhiam o que devia ou não ser publicado. 
Fora, claro, os censores de plantão, que tinham um trabalho 
mais simples: cortavam o que os ditadores impunham – 
hoje, os censores são mais tímidos, mas que existem, 
existem. Essa espécie de comunicação compartilhada que 
a internet proporciona é a grande questão que se coloca 
entre todos os comunicadores. Mas não apenas entre eles. 
Os proprietários dos meios de comunicação tradicionais estão 
mergulhando fundo na velocidade das novas plataformas 
porque não querem perder o trem da história, nem suas 
gigantescas empresas, muito menos seus lucros. Em vários 
sentidos, a situação atual nos dá uma oportunidade de ouro. 
Esse modelo nos oferece a ocasião de mudança: embora 
as nações sejam comandadas por homens – muitas vezes 
cruéis – de mais de 60 anos, esse é o momento das coisas 
novas, a chance de uma virada na cara do mundo – o 
tempo de uma geração ousada e com novas propostas. 
E por que é o momento ideal para esse impulso de velocidade? 
É que as sociedades, levadas pela comunicação mais rápida 
e globalizada, nunca estiveram tão conectadas, unidas pela 
informação – daí os protestos, as vozes que finalmente 
se fazem ouvir, as indignações reprimidas que se soltam. 
O perigo: a guerra de versões, de opiniões, de mentiras. 
Vence quem tiver credibilidade, perde quem tiver rabo preso 
e perna curta.