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Amor, paixão que arde sem se ver

Amor, paixão que arde sem se ver

Por
Amador da Paixão
Editora
Mondrongo
Formatos
Onde encontrar
Sinopse

Nascido em João Pessoa, no ano da graça de 1960, Amador da Paixão é poeta, ex-padre, professor. É tudo que sobre ele estamos autorizados a informar. Ele não quer mais nos dizer, por razões de pudor, moral ou impedimento práticos da sua profissão. Em tempos da maldição que temos no poder, ele poderia ser caçado, perder o emprego ou mesmo ser morto por ferir a “moral e os “bons costumes”. Diante de motivos tão fortes, devemos guardar a discrição com que o autor deseja se cercar.
Mas sobre o autor fala melhor o que ele escreve. E no caso de “Amor, paixão que arde sem se ver”, podemos dizer que primeiro ele não é um ex-padre. Pode até andar sem batina, mas carrega os duros ensinamentos da igreja antiga dentro de si. Como autor, ele é padre rebelado a caminho da expulsão, pelo que ele acha em seu íntimo. Como autor, ele é professor que cultiva os clássicos, por sua escrita e por citações de modo direto e indireto que faz na sua prosa. Se algum colégio tiver tal mestre em suas aulas, ponham as mãos para o céu e agradeçam a sorte. Trata-se de um homem moral que fala do que é tido como imoral, mas com uma força que realiza o mais moral, a liberdade de pensar, sentir e expressar o que é humano: o amor, a paixão, o sexo, seus impedimentos e seu protesto diante do reprimido. 
Hoje, sabemos que o Papa Francisco liberta em pronunciamento oficial o que antes era só repressão do sentimento erótico: “o prazer sexual serve para embelezar o amor”. Pois “o prazer vem diretamente de Deus, não é católico, nem cristão, nem nada parecido, é simplesmente divino”. Mas antes do Santo Papa destes dias, Amador da Paixão já havia provado os dois extremos, o prazer divino e seu impedimento. De modo maduro ele escreveu no livro como uma superação do tabu: “duplicado era o prazer com o duplo gozo da proibição: a proibição do sexo em nossa idade e o pecado”.
Pecado é o talento que não se expressa. E mais não podemos falar, pois assim posto, Amador da Paixão está apresentado.