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Avaliação

Avaliação

Uma prática em busca de novos sentidos
Por
Maria Teresa Esteban; Regina Leite Garcia; Ângel Díaz Barriga
Editora
De Petrus
Formatos
Onde encontrar
Sinopse

Por que estamos mais uma vez discutindo a avaliação? Por que, após tantas discussões, pesquisas, propostas, palestras, seminários, textos, livros, modelos, este continua sendo um tema tão relevante? Entendo que é importante continuar discutindo a avaliação como parte de um processo mais amplo de discussão do fracasso escolar, dos mecanismos que o constituem e possibilidades de reversão desse quadro com a construção do sucesso escolar de todas as crianças, especialmente das crianças das classes populares, as que efetivamente vivem cotidianamente o fracasso. Portanto, para mim, a reflexão sobre a avaliação só tem sentido se estiver atravessada pela reflexão sobre a produção do fracasso/sucesso escolar no processo de inclusão/exclusão social. O fracasso escolar se configura dentro de um quadro de múltiplas negações, dentre as quais se coloca a negação da legitimidade de conhecimentos e formas de vida formulados à margem dos limites socialmente definidos como válidos. A inexistência de um processo escolar que possa atender às necessidades e particularidades das classes populares, permitindo que as múltiplas vozes sejam explicitadas e incorporadas, é um dos fatores que fazem com que um grande potencial humano seja desperdiçado.
Uma vez mais estamos imersos(as) na tensão entre continuidade e ruptura, que se traduz no dilema entre manter, com algumas reformas superficiais, a perspectiva quantitativa da avaliação ou redefinir o percurso no sentido de construir uma perspectiva verdadeiramente democrática de avaliação. Este dilema nos coloca diante da indagação: o que está efetivamente sendo privilegiado no atual debate sobre a avaliação? Questão que se desdobra em algumas outras: quais os objetivos das alternativas propostas? Que concepções dão suporte às modificações implementadas? O que significa este grande interesse pela prática avaliativa neste momento? O discurso sobre a avaliação transforma ou apenas reforma sua teoria e prática? O que há de realmente novo? As diretrizes que estão sendo demarcadas rompem com a dimensão excludente da avaliação? O que efetivamente muda no cotidiano da escola? Sem pretender responder a essas questões, me parece relevante refletir sobre elas com a finalidade de repensar o processo de avaliação e agir no sentido de criar/consolidar práticas pedagógicas democráticas. Estamos vivendo mais um momento de construção de propostas para a redefinição do cotidiano escolar e podemos perceber que a avaliação é uma questão significativa neste processo.