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E-books

Americanidade, puritanismo e política externa

A (re)produção da ideologia puritana e a construção da identidade nacional nas práticas discursivas da política externa norte-americana
Por
Erica Simone A. Resende
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Sinopse

Guerra ao Terror é, até hoje, objeto de vasta literatura que busca entender e explicar suas múltiplas dimensões e suas implicações para a política externa norte-americana.

Fruto de 5 anos de pesquisa, a presente obra problematiza o papel dos discursos na construção social da realidade, das identidades e dos interesses com o objetivo de compreender as condições de possibilidade da política de segurança de George W. Bush no pós-Onze de Setembro.

Segundo a autora, a Guerra ao Terror somente se tornou possível devido à existência de um discurso de americanidade capaz de dar inteligibilidade à realidade após a crise de significados do Onze de Setembro. Trata-se de um discurso de americanos sobre americanos e sobre a América que, por meio de formações imaginárias criadoras de realidades, sujeitos, objetos, ações e relações, regula o que pode ser pensado, dito, compreendido e concebido com base em uma posição específica em um determinado momento histórico.

O discurso de americanidade exteriorizaria uma formação discursiva específica – de genealogia puritana – que seria reproduzida nas práticas de política externa norte-americana. Pelo emprego de métodos de análise discursiva, a autora aponta como a Guerra ao Terror reproduz a estrutura de significados, narrativas, mitos e representações dos sermões políticos típicos dos puritanos da América Colonial do século XVII: os “jeremíadas”. Apesar da afirmação quanto à separação entre Igreja e Estado, entendemos que os Estados Unidos da América, por meio de suas práticas de política externa, construíram sua identidade nacional como ideologicamente puritana.