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O título – "Portinari, poeta ocasional" – estrutura um verso decassílabo heroico, que projeta a arte portinariana num universo épico e celebra a saga do povo brasileiro, expresso tanto pela tinta do criador de“Retirantes”, quanto pelos seus parcos poemas. Se a epopeia reenvia, segundo a terminologia de Goethe e de Schiller, a um “passado absoluto”, a construção épica de Portinari inserese, originalmente, no presente histórico do artista e de seu receptor.
Designando “ocasional” a poesia do fundador da pintura moderna brasileira, queremos oferecer a significação, não apenas de uma produção eventual, despretensiosa, singela, todavia não carente de importância.
Enfocando a arte plurívoca de Portinari, estabelecendo um diálogo entre os poemas de sua verve e alguns de seus quadros, circulando um sistema de signos, onde a brasilidade moderna se torna o eixo entre as duas linguagens.