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Reunindo versões ampliadas e revistas por seus autores de textos previamente selecionados entre as comunicações apresentadas no XI Colóquio Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano. Intelectuais, Nação e Cultura: Movimentos, Identidades e. Migrações, esse e-book contém 12 capítulos. O critério adotado nessa seleção foi o de promover uma análise aprofundada da temática dos intelectuais no espaço ibero-americano e, em especial, no Brasil, compilados segundo os eixos temáticos e cronológicos que organizam as duas partes do livro, Modernidade e progresso (século XIX) e Modernidade e nação (século XX).
Para os intelectuais hispano-americanos e luso-brasileiros, a questão nacional sempre se apresentou como um desafio. A manutenção ou a ruptura com o legado ibérico ocupa lugar destacado em suas formulações. Nesse sentido, a adoção de medidas institucionais e sociais capazes de viabilizar nesses países a construção do modelo político e social que define a modernidade pode implicar a quebra dos modos tradicionais de organização da sociedade e de construção do Estado.
Nesse embate de ideias, práticas políticas e modelos culturais, a América Latina implantou, ao longo do século XX, instituições políticas modernas, sem que deixassem de existir práticas políticas que indicam a permanência de valores ibéricos tradicionais. Tal constatação sugere a perscrutação dos conteúdos da vida política e social ibérica em seus momentos fundadores, pensados com base no período colonial, e em suas manifestações contemporâneas, em particular no que diz respeito à formação dos chamados blocos com a Europa e o Mercosul. Assim, os pesquisadores integrantes da iniciativa se debruçaram sobre as diferentes conjunturas, temporalidades e espacialidades que compõem o chamado “mundo ibérico”, examinando suas especificidades na cultura política moderna.
Ao longo de todo o século XIX, a América ibérica foi palco de acirrada disputa no campo das ideias e das práticas políticas em torno dessa temática. A questão dos paradigmas a serem seguidos se encontrava no centro de tal debate: tornar os novos Estados o mais próximos possível dos modelos representados pela Grã-Bretanha e pela França ou voltar-se ao modo como o Estado norte-americano foi construído, viabilizando-se o abandono do legado colonial. A possível definição de uma dualidade entre o que é ibérico e o que pode ser anglo-saxônico constituiu, assim, o objeto central dos debates que resultaram nesta publicação.